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POEMAS, MÚSICAS E GIFS POÉTICOS
Hoje a poesia esta de luto. Baile das aspas (– a censura que cala como máquinas de coser mentiras com agulhas de prontuário hipócrita)
Autor: DBara Arruda
(Papo reto, mano: desviaram a palavra.
Palavra não faz curva
– e nas voltas dos argumentos,
censuraram o poeta
e esquartejaram a voz do povo.)
Violência brutal:
quando a história contada por lábios de pele alva
remonta os fatos só pra manter o poder.
Hoje a poesia está presa
– Cê tá loko! Assaltaram o tiozão imortal,
roubaram seu assento na academia
e jogaram as letras eruditas no lixo
pra disfarçar o flagrante.
(Porque palavras nunca voltam vazias –
ah tá! Essa voltou com gosto de sofrência
e pitadas de funk erotizado.)
Hoje a poesia está com medo
–Eu também ficaria...
Entre quatro paredes a lavar
o cérebro com Mignon,
(plim plim),
lobotomizar sentimentos com novelas.
– Por onde anda o Zé do Caroço?
E no baile das aspas,
já não é sobre embranquecimento
– é sobre como massa de manobra
é um idiota funcional.
Funcionou?
Claro!
Olha a poesia acuada no canto,
chorando sobre o cadáver putrefato da palavra...
(plim plim)–Lá vou eu...
(plim plim)– A gente vai...
(Fecha as aspas.
Mas a bala já furou a página.)
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