top of page

POEMAS, MÚSICAS E GIFS POÉTICOS

Poema do Silêncio (pois ninguém dança no baile das aspas) —exceto este eunuco cultural, que pariu o baile entre facas e risos.
​Autor: DBara Arruda

Prelúdio
​
Xiiiiiiiiiiiiii…
— o som da tinta secando no papel antes da palavra nascer
​
Epílogo
 
Se eu fosse falar — então fale!
Mas a voz é uma faca cega, que constrói
um eunuco cultural e a língua, um osso quebrado.
sinto que já nasci amaldiçoado,
com a lingua marcada a ferro—
si menino, vós chuncê...
É só "herança do açoite"
 
Espera, prefiro gritar para ver se expurgo
a decepção
de não compreender as pessoas que não
compreendem
que o tempo entre cada milésimo de segundo
é um deserto de ar sem eco, um baile de
aspas vazias
— memórias de uma infancia onde o
buxo não ronca, resmunga —
e eu, corpo retinto sem previlégios ariano
danço enquanto riscam meu lamento
do muro de orações brancas.
 
um vácuo na tinta que escreve o
pensamento —
e a página, um túmulo de letras
mordidas.
 
O problema é explicar pros ânsias,
esses que tropeção nas horas sem
entender
que a perfeição é falha,
com um relógio de areia furado
ou um caderno rasgado cheio de versos.
(e alma poética convertida a força
em nome de crenças doentias)
 
— e aí surge a interrogação:
você nunca decepcionou alguém,
ou foi a decepção que te mordeu
primeiro?
Ah, Divino martírio da desilusão!
 
Ou só um dente caindo no chão da memória?
— Te bato hoje para você ser um homem amanhã.
Amanhã? amanhã sua correção já se perdeu
entre gozo e lagrimas de quem por
nescessidade deitau-se com outro agressor.
—não são hematomas filho,
tatuagens da vida.
ele vai mudar...
 
Pois sim, que já sou diplomado pelo ódio
alheio…
minha certidão de nascimento
tem a caligrafia da ira—
enquanto a tua,
assinada por ouro,
diz "nascido para dançar".
 
Que já sou vago no alvorecer dos dias
que antecede a noite de minha vida.
"Mas que noite é essa, senão um quarto
sem luz
onde as palavras se escondem debaixo
da cama?"
 
E se eu fosse fazer o que as bocas anseiam
— abri-las como frutas podres para
contar as sementes —
e na verdade já fiz, só quem não percebeu
foi eu. E você.
 
Ahhhhhhhhhhhhhh!
— o grito que não cabe na boca
e rasga o céu da página
—Pronto, gritei.
(...e o baile é meu, mesmo que dancem em cima do meu
sangue
como se fosse tinta barata.)
 

© D’Bara Arruda – Todos os direitos reservados.Proibida a cópia, reprodução ou uso comercial sem autorização.Licenciado por Creative Commons com crédito obrigatório.

POEMAS

Poemas

Entre o silêncio e o grito, minha alma se revela em poesia. Clique e descubra o que só o sentir é capaz de traduzir.

The sun rising up.mp4cdse.gif

Música

Entre a melodia e as raízes culturais,
minha alma transborda em música.
Clique e escute o que só o corpo pode transmutar

ChatGPT Image 19 juli 2025 15_52_07.png

Gifs Poéticos

Entre imagens em movimento
e versos em expansão,
minha arte pulsa em silêncio animado

bottom of page